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23 de Julho de 2021





25 de Julho de 2014

Crise na Saúde deixa Maceió sem atendimento público odontológico

      Conseguir uma consulta odontológica nos postos de saúde de Maceió tem sido uma missão impossível. Os consultórios instalados em 56 unidades de saúde e os dois Centros Odontológicos do município estão sem funcionar não por falta de odontologistas, mas pela falta de equipamentos e materiais básicos de trabalho. Em alguns consultórios, não há atendimento desde 2010.

      O município tem 200 odontologistas concursados e, segundo o presidente do Sindicato dos Odontologistas do Estado de Alagoas (Soeal), Airton Mota Mendonça, nenhum profissional está trabalhando. "Não há nenhuma condição de trabalho nos postos de saúde, não tem sequer uma anestesia para uma simples restauração", relata.Ele diz que esta situação se arrasta há anos e que a categoria esperava que fosse melhorar com a nova gestão do município, mas não foi o que aconteceu.Quem perde com isso é a população", afirma o Dr. Airton Mendonça.

      Na última quarta-feira (19), a categoria realizou um protesto em frente ao antigo Alagoinha, na Ponta Verde, para reivindicar melhores condições de trabalho nos postos de saúde. Airton Mota afirma ainda que não há nenhum consultório em unidades escolares ''o que seria fundamental para atender crianças de 7 a 12 anos".

      O Conselho Regional de Odontologia (CRO), após diversas denúncias, realizou uma fiscalização recente ao Centro de Odontologia do Pam Salgadinho, que deveria ser referência em Maceió. O relatório desta visita ainda não está pronto, segundo o presidente do CRO, Hildelberto Cordeiro Lins, mas já é possível adiantar que o local não tem a mínima condição de funcionar. "Estamos preparando o relatório para entregar ao prefeito. Mas o que temos de concreto é que o último atendimento de prótese realizado no Pam Salgadinho tem a data de junho de 2013. Isso é inaceitável em um centro que deveria ser referencial", diz o presidente. Ele diz ainda que não há insumos como anestesia para realizar cirurgias e alguns equipamentos essenciais para o trabalho dos profissionais estão quebrados.

Prefeitura admite problema
A coordenadora de Saúde Bucal da SMS, Audrey Guerreiro, admite que a situação é caótica e afirma que o problema vem de anos e em um efeito''dominó''. "O que a coordenação poderia fazer, já foi feito. Nós fizemos todo o levantamento do que falta nas unidades e dos equipamentos que devem se repostos. Dependemos agora de processo licitatório e por isso não temos competência para afirmar quando conseguiremos fazer com que os consultórios estejam em pleno funcionamento", afirma.

A coordenadora lamenta a situação precária no município."Quando dizemos que a saúde começa pela boca, é porque uma boca saudável evita várias doenças como meningite ou reumatismo", afirma a coordenadora.

Fonte: http://g1.globo.com/al/alagoas/noticia


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